LIVRO Mßgoas Amorosas de Elmano: Idyllio Por Bocage PDF Manuel Maria

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Resumo

Que scena táo suave aos Amadores! Capaz de amenizar o horror da Morte, Que, de azas negras, me esvoaåa emtorno! Que scena táo suave aos Amadores! Com brando murmurëo alçm revñáo De Venus, e de Analia, (iguaes no encanto) De Venus, e de Analia as avezinhas. Alli magoas náo ha, náo ha saudades, Vivem como eu vivi, como eu náo morrem! Doce he ver-lhe os desejos innocentes, Os momentos de Amor! He doce ouvir-lhe Ternos gemidos em delicias ternas! Unindo os bicos, se namoráo, se instáo, Se afagáo longamente, e arruláo juntas. Nellas pejo náo he, nem crime o gosto, O altar da Natureza urdio seus laåos! Fçrreo Dever, que o Sentimento ancèa, Dever, algñz de Elmano, algñz de Analia, Nos tenros coraåòes lhes náo carrega! Felices Passarinhos melindrosos, De Analia inveja sois, de Elmano inveja, Sois da ternura, e do prazer a imagem. Felices Passarinhos! Esquecei-vos Hum momento de vðs para lembrar-vos De dois saudosos, mëseros Amantes: Vðs os vistes viver, morrer de amores, Viste-os Mortaes, e pareciáo Numes! Doces Escravos da prizáo mais doce, (Prizáo, que apçrto, que eternizo, e beijo!) De Analia, como Elmano, escravos ternos, Elle gemendo estß: gemei com elle, Ella suspira: suspirai com ella, E na maga inflexáo da voz maviosa (Fonte de encantos, de carinhos fonte) Brandura aprendereis, que apure a vossa. Avezinhas de Amor! Náo sð merecem Dois Amantes fieis a vðs piedade, Mas piedade aos Leòes, piedade aos Tigres, Piedade ß Natureza, ao Fado, a Tudo. Ah! Se alguma de vðs logrou mais beijos Daquella, cujos mimos deleitosos À vossa candidez eu permittia, [1] E a hum Deos, e mesmo a hum Deos os náo cedèra; Se algum de vðs, ð Passarinhos meigos, Entre o ditoso, afogueado enxame Dos pensamentos meus, dos meus desejos, De Analia no sagrado, e nëveo seio Pousou, e, sem morrer, gozallo pñde, E suave embebèo por entre as rosas O biquinho subtil n’um Ceo de Amores: Se encantadñra primazia obteve No bem, na gloria de celeste afago: Por isto, que expressáo náo tem no Mundo, Ou de que hum ai dos meus sðmente he frase, Por isto ß venturosa Estancia vñe, Onde o que devo a Amor me usurpa o Fado, Lares demande, que esclarece Analia, Adeje aos campos que florecem d’ella; E quando a vir co’ a fantasia absïrta Na imagem do sempar, mesquinho Amante, Contando, como os Sçculos se contáo, Agros momentos de teimosa ausencia, Que os bens do coraåáo lhe some aos olhos, Pouse na máo de neve, e gema, e diga: (Por milagre de Amor) «eis os suspiros, «A vida, o ser, o espirito de Elmano. «Todo he teu, todo he teu: náo quer, náo pðde «Ser d’outra, nem de si, nem do Destino. «Amor he mais que o Tempo, he mais que o Fado: «Eia, triunfos contra Fado, e Tempo, «E os premios da constancia delle espera. «Venus, a Mái de Amor, por ti deixßmos, «Idalia por teus Lares esquecemos; «Ao ver-te a fç, o ardor, nos atrahëráo «Inda mais que os da face, encantos d’alma. «De Elmano a doce causa he causa nossa: «Deosa nos olhos, nos sorrisos Deosa, «Monstro, se o deixas, te farß teu crime.» [1] Expressáo apaixonada, e que foråosamente se entende em sentido Mitholðgico

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