LIVRO A CRISE MUNDIAL: ENTREVISTA ANOTADA DE ROBERT KURZ PDF CHARLES ODEVAN XAVIER


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Resumo

Se você encontra-se desempregado ou está de aviso prévio e tem, pelo menos, mais cinco amigos ou conhecidos que encontram-se em situação semelhante. Este livro foi feito para você.Se você é um empresário e desde 2008 percebe que o seu faturamento diminuiu consideravelmente. Este livro é para você.Se você é um gestor público e vem enfrentando uma situação de não poder sequer honrar a folha de pagamento dos funcionários da sua Prefeitura ou Estado. Este livro pode ajudar a entender o que há por trás disso.O livro trata-se de uma entrevista coligida com o filósofo e historiador alemão Robert Kurz . A entrevista foi conduzida por Graziela Wolfart e Patricia Fachin.O filósofo alemão parte da constatação que a atual crise mundial não se trata de uma crise cíclica da qual o capitalismo irá se recuperar mais à frente, mas trata-se, na verdade, do reflexo da barreira econômica interior do capitalismo – finalmente atingida, pois segundo Kurz, atingiu-se a barreira interna da valorização do valor e do inicio da barreira externa ecológica.Assim, na tese do autor, defendida em suas obras e nesta entrevista reproduzida e anotada aqui, o capitalismo não tem mais para onde se expandir. Pois para ele, a substância do capital (o valor) perdeu substância. Kurz, ancorado em Karl Marx, diz que a substância do valor é o trabalho abstrato. E este com a revolução da microeletrônica iniciada em 1980, perdeu seu aspecto de trabalho vivo – o trabalho abstrato dos humanos assalariados; foi e está sendo continuamente substituído pelo trabalho morto das máquinas. Desse modo, o circuito de valorização do valor, isto é, transformação do trabalho abstrato em valor agregado não se fecha.E a aparente saída de apelo ao Estado não resultará em nada, pois o Estado não pode estancar a desvalorização, mas apenas administrá-la. Ou no caso do Brasil de 2016, adotar medidas cada vez mais restritivas e repressivas, como a PEC 55, a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência.A racionalização da cadeia produtiva extraordinária atingida na 3ª revolução industrial com a microeletrônica eliminou trabalho. O trabalho vivo dos assalariados substituídos pelas máquinas. Os níveis crescentes de racionalização da produção não equivalem imediatamente a expansão dos mercados.A sociedade produtora de mercadorias vive então, assim, a desvalorização do valor. Pois o valor, uma relação social e não apenas um critério econômico, é a substância do capital. E a substância do capital é o trabalho. Se esse foi eliminado com a tecnologia ocorrerá cada vez mais uma dessubstancialização do capital e uma dessubstancialização do dinheiro.Assim, esta sociedade baseada no dinheiro, que não é um signo ou uma cédula, mas uma relação, uma mediação, está em ruínas e em colapso.O capitalismo atinge sua barreira histórica econômica interna e sua barreira natural externa. Kurz parte da premissa que a atual crise não é uma crise cíclica, mas uma crise final e terminal do sistema capitalista. O que vier, caso se insista nesse modelo de sociabilidade será o caos, violência e barbárie. Ele propõe uma ruptura com esse modelo e uma saída ou alternativa transcendente a este modelo. Uma sociedade nova que ainda não tem nome, Talvez a Sociedade da Emancipação Humana.
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